Vigilância privada é alternativa  para comerciantes


O número de assaltos e furtos a estabelecimentos da região central de Juiz de Fora despertou a atenção dos comerciantes para a questão da segurança. Como forma de se defender da criminalidade, muitos lojistas estão investindo na compra de equipamentos de vigilância eletrônica, ou contratando empresas especializadas nesse serviço.

Foi o que fez o proprietário de uma drogaria localizada no Largo do Riachuelo. De acordo com o funcionário David Luiz, depois de uma tentativa de arrombamento, além da adoção de medidas protetivas mais simples, o local também passou a funcionar sob um sistema de monitoramento por câmeras que filmam em alta definição e até mesmo no escuro. "É um investimento alto, mas que vale a pena", diz.

Ouça a entrevista com David Luiz


De acordo com o diretor executivo da empresa de segurança Visiplan, Marcelo Franco, o aumento na procura pelos serviços de vigilância e monitoramento vem crescendo na cidade. Ele acredita que a demanda se deve à necessidade de auto proteção dos comerciantes.

Marcelo explica que os investimentos na contratação do serviço variam conforme o projeto de cada cliente. Os preços começam na casa dos R$ 800,00 e podem ultrapassar a marca dos R$ 15 mil para serviços como sensores infravermelho,cercas eletrificadas, e do próprio monitoramento 24 horas. "A gente conta com pessoas, com viaturas, motos, carros de deslocamento, uma estrutura que realmente possa vir a atender".



Veja a entrevista com Marcelo Franco


Para o superintendente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio), Sérgio Costa, um estabelecimento seguro acaba atraindo mais clientes, "Quando eu entro numa loja e sinto que ali há uma segurança, eu fico tranquilo. Eu vou fazer as minhas compras absolutamente despreocupado".

Sérgio Costa, do Sindcomércio
(Foto: Wilian César )

Sérgio, porém, faz uma crítica ao poder público. Ele questiona o número insuficiente de policiais nas ruas, e reclama que a contratação de segurança privada gera gastos aos empresários. "Não somos nós que vamos ter que resolver os problemas do Estado. O Estado tem que ser autossuficiente para resolver as suas dificuldades".

O superintendente não confirma se o valor dos investimentos é repassado para o consumidor, mas também não descarta essa possibilidade. "Na verdade, a gente até entende que não deveria acontecer isso, mas não estamos lá para acompanhar como é que o empresário faz a recuperação deste investimento. É possível sim que alguns embutam isto dentro dos valores dos produtos comercializados", explica. 
Ouça a entrevista com Sérgio Costa